Chegámos…
Tu ainda não sabias…
Entrámos…
Aos poucos descobrias
a razão da minha impaciência,
as palavras com prudência,
os gestos elegantes
desviantes
da tua atenção precoce.
Um brilho gritou amor dos teus olhos,
um pasmo sorriso iluminou
todos os teus sentidos…
… perdeste-te comigo em abraços desmedidos
Naquela água pintada de pétalas
Amarelas e vermelhas…
Que nem centelhas
De um amor que não para de crescer,
e surpreender…
De um lume sempre aceso e constante,
loucura delirante…
As roupas espalharam-se pelo chão…
roubámos os ponteiros aos relógios,
esquecemos o frio e o calor…
os flutes brindaram à paixão.
Nossos corpos embriagavam-se de amor,
Enquanto salpicos quentes entravam
onde podiam…
… partes de ti e de mim que se abriam.
Ouvimos música de fundo…
Tua barba grisalha,
teu peito insinuante
fazia-me dançar para ti, em ti
de um jeito penetrante…
E nesse mesmo instante,
Ali,
a água efervescente
contrastava o frio fora dela
Tu, envolvente,
me abraçavas e indicavas no céu
o brilho da lua quase cheia e de uma estrela.
Saímos para a piscina
pela calada…
estava noite fria, gelada.
Despi a meio o roupão
do preconceito
ficou a descoberto o meu peito… e eu toda.
A minha mão lançou-te o desafio
e despi-te também.
Acordámos a puberdade
que corre como fio,
neste fogo sem idade…
… cumplicidade.
© Alexandra Sousa
Brilhante!
ResponderEliminarHoly Jesus!
ResponderEliminarAL
Gostei!!! Gostei mesmo :)
ResponderEliminar:) Amiga Poeta: palavras e sentimentos quentes que me fazem sorrir sempre que te leio...! e já agora: Holy Jesus! - também ;) abraço do meu tamanho
ResponderEliminarmónica