sábado, 8 de dezembro de 2012

A MINHA MALA...



 

Nasce o sol no horizonte
Tudo está aparentemente normal
… mentira…
Porque nos enganamos?
Há coisas que estão mal…

Abro a torneira e numa sensação de liberdade
Deixo que a água fresca me desperte
Para o frenesim prestes a começar…
… verdade?...

Com impaciência engulo dois venenos
… são pequenos…
Mas a balança gosta mais de mim agora…
Já estava na hora!

Escolho cuidadosamente o que vestir
A minha autoestima (ou falta dela, sei lá),
Dá uma ajuda… é bom sentir…

Quase com um pé fora de casa e outro dentro…

NÃÃÃOOOOO!!!!!!!!!

A minha mão… estava nua!
O meu braço… numa angústia que só sentida!

Onde estava a minha mala?
Onde teria deixado a minha vida?

Aos
        T
             R
                  O   P
       E
                     Ç
          Õ
                             E
                 S

fui ao meu quarto… não estava!
Na sala… não a vi
e o meu coração acelerava!
Na cozinha… não a encontrei
parecia que o mundo desabava!



Num último fôlego de esperança
Fui ao carro… lá estava ela
Com tanto da minha vida lá dentro…
numa confusão que só eu entendo
É a minha mala, e vamos para todo o lado
De braço dado
Numa cumplicidade
Entre mim
A minha mala
E o Céu!



© Alexandra Sousa

       

1 comentário:

  1. Querida Xana: poesia corajosa e dinâmica...:) Tinha muitas saudades de te ver a escrever. É um prazer enorme que estejas de volta, que partilhes o arco-íris que tens de ti. Abraço e bjinhos

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