É escasso o tempo
Intransigente a melancolia do fracasso…
Um desgaste da mão
Que ampara algum descontentamento,
Difícil é o humano entendimento…
… incontrolável
o movimento contrário dos ponteiros do
relógio
que marca um tempo
que longe se desejava…
… lá onde fica o esquecimento
De quem
matava,
mata,
matará… o próximo Natal
(mais um sem o brilho das
estrelas)
verbo da tormenta final.
Castrador de sonhos,
Aniquilador de mesas fartas em
harmonia.
Um mar de falsa alegria
… com o amachucar de papeis de
embrulho,
Como quem machuca impiedosamente os
corações
Num ensurdecedor silêncio da distância,
E os mistura no entulho
Que às vezes é a nossa existência.
Cancelam-se sorrisos…
Os abraços abrem falência
Calam-se os sinos
Tiram-se as cores às luzes
A esperança…
… já foi a última a morrer!
O Natal…
…vai deixando de o ser!
O Natal…
… acaba?
© Alexandra Sousa

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