Como
gotas de água irritantes
Que C
A
E
M inquietantes
De uma
torneira qualquer,
Tal
tortura chinesa…
Numa
tentativa falhada,
Dou
meia volta na cama
(ou no
que a tem substituído…
…É
melhor para o meu ouvido).
Mas
hoje não resulta
Pudesse
eu aplicar ao tempo uma multa
Por
passar tão depressa.
Amanheço
com louça partida dentro da minha cabeça…
…
incriminada por dois montes de pelo,
… um
quarto que também já foi meu…
… Voltará
a sê-lo?
… uma
bomba salva vidas,
Numa
gaveta cheia de surpresas escondidas.
No céu
brilha o sol…
Dentro
de mim aproxima-se uma tempestade…
… de
insanidade
(para
alguns),
De
reflexão para alguém…
Quem?
De
Crescimento…
(1, 67m
não chega?)
Para os
que acreditam que sou mais
Do que
rompantes momentos,
E que
no copo da minha vida
Cabem
muitos sentimentos…
Gente
ingénua!
Será?...
Sei-me
num turbilhão
De
ideias,
Num
remoinho ladrão
De
sorrisos,
Numa
tempestade
De mentiras
De mentiras
e de
verdades…
© Alexandra Sousa

Todas as manhãs são (im)perfeitas.
ResponderEliminarOs enganos não são certezas.
Os gatos correm pelos sítios.
Chamamos-lhe "nossos", aos sítios e aos bichos.
Os gatos sem culpa.
A "dona" nos cochichos do sono também.
A manhã sai aos tropeções, nos móveis, nos objetos e nas palavras que o cérebro não filtra e mal concebe.
Mas a manhã não retira a esperança que o resto do dia possas ser melhor.
Cabe a nós ter vontade de o fazer melhor, mesmo que, olhando para o copo, esteja meio cheio ou meio vazio, tenhamos a capacidade de lhe acalmar as águas de turbilhão e, no afã da sede, beber água, respirar fundo e avançar.
Lá fora está sol não é verdadde?